quarta-feira, 2 de julho de 2014

A COPA DO MUNDO NO BRASIL





Levando por princípio que sou mulher, e que, por princípio mulher não entende de futebol, vou comentar sob a visão feminina a Copa do Mundo que se realiza no Brasil.
Quando o ex-presidente Lula fez força para conseguir trazer a Copa do Mundo para o Brasil, o povo brasileiro não gostou; pelo menos foram as manifestações que observei em jornais, revistas, mídia eletrônica e outros instrumentos de comunicação a que tenho acesso; inclusive as pessoas das minhas relações - povo que somos - também ficaram insatisfeitas.  
Como que um país como o nosso, com as deficiências que tem no plano interno, não solucionadas nem para nós, brasileiros, vai ter condições de receber um evento desta natureza?   E todos ficamos revoltados à moda brasileira: nas conversas, e-mails, charges, jornais, revistas, sites de relacionamento, mídias sociais, etc.  Mas não passou disto, durante um certo tempo.  À medida que a Copa se aproximava, começaram as manifestações.  E todas com razão.  Eu concordo que a gente faça manifestações pacíficas.  Não concordo com quebradeiras, agressão a pessoas, mortes, agressão à propriedade particular ou pública, todos estes itens assegurados na Constituição Federal: direito à vida, à propriedade privada, etc.
E como receber bem os estrangeiros, se nem nós mesmos temos condições de vida adequada?
Quanto a receber bem nós, os brasileiros, somos campeões da gentileza, do bem receber, da boa vontade em atender e informar aos estrangeiros, em ser cordiais e solícitos, educados - isto faz parte da nossa maneira de ser, brasileiros.
Por que digo isto?  Eu mesma tenho a resposta de uma viagem que fiz à Europa, e a forma de atendimento dos países por onde passei: os italianos são, até certo ponto corteses e educados.  Estávamos jantando em um restaurante em Roma, pedi um filé e seus complementos, explicando, em inglês, como eu o queria.  O garçon trouxe-me um filé frito por fora e cru por dentro, o que eu não gosto, gosto bem passado. Reclamei e o garçon, exaltado, começou a gesticular e gritar. Resumindo: comi a parte externa e deixei o resto no prato.  Um senhor que estava ao lado de nossa mesa, brasileiro, observou a cena e nos disse: "eu sou dono de restaurante na serra gaúcha; se tratar meus clientes desta forma, nunca mais voltam.  Vim aqui para aprender novas técnicas, ver novidades, mas vi que quem tem que aprender são eles."
E assim foi por toda Itália, por onde andamos.
Na Suíça, país que visitamos logo a seguir, foi mesmo que estar em casa. Educados, solícitos, atenciosos, não tivemos problemas.
Na França, foi o pior lugar em termos de receptividade, apesar de termos ido no ano da Copa do Mundo na França, 1998.  Aqui no Brasil tínhamos ouvido a notícia de que o governo francês estava ensinando o povo  como tratar os turistas - ser atenciosos, educados, não ser tão arrogantes e procurar aprender suas línguas.  Mas parece que não adiantou.  Em uma situação de emergência, em que entrei num restaurante pedindo auxílio, mesmo falando em inglês, não sei se olhando para nós a mulher achou que, talvez, fôssemos mendigos, ou, quem sabe, fugitivos pedindo asilo, ela expulsou-nos de dentro do recinto, como não se faz a um cão.  Apesar das belezas da França, seu povo é o mais mal-educado que já conheci até agora, o mais presunçoso, o mais 'nariz-empinado' que já vi.  E só fala francês, ignorando outras línguas. Ainda bem que eu tinha levado um dicionário francês-português, e consegui comunicar-me com aquelas feras.
Logo em seguida fomos à Inglaterra, onde fomos bem recebidos  e não tivemos nenhum problema.  A fleuma inglesa também é bem representada pela educação.
Então, nos comentários que tenho lido e ouvido, pela maneira de ser do povo brasileiro, um povo alegre, acima de tudo e apesar de tudo, pela receptividade e pela cordialidade que temos com nossos visitantes, estão os estrangeiros admirados e conquistados pelas nossas pessoas e pelo nosso território, com suas paisagens magníficas, cada canto do Brasil com uma característica diferente.  Creio que a Babel que tentaram construir na antiguidade, consolidou-se de certa forma no nosso país, que formou-se de tantas raças diferentes, de tantos povos que decidiram viver aqui, além dos povos que já habitavam este canto das Américas.
E a Copa do Mundo?
Nós, mulheres brasileiras, com raras exceções, não entendemos muito de futebol; mas assistimos aos jogos do Brasil, e torcemos, muito, pela nossa seleção, comandada pelo Felipão.  Acredito que, na turma de agora, ainda não temos nenhum equivalente a Pelé, Rivelino, Garrincha, Leão, Dunga e outros tantos que deram muitas alegrias aos brasileiros.  Mas queremos que nossos jogadores tenham energia suficiente para alcançar mais uma vitória.
Tenho certeza que os estrangeiros ao retornarem a seus países, não esquecerão os belos dias que tiveram no Brasil.  Estou longe das cidades que receberam os turistas, que são meia dúzia de capitais dos Estados.  Pelo que tenho lido e ouvido, algumas falhas na organização aconteceram, alguns problemas em aeroportos, um acontecimento aqui, outro ali; mas a Copa da  FIFA no Brasil, pelo que eles mesmos dizem, tem sido, até agora, a melhor das copas.  Pelos investimentos feitos pelos governos estaduais, federais, e instituições particulares, tem que ser mesmo.  Se deu lucro, ou se ficamos no prejuízo e ficaremos muitos anos pagando estas despesas, o tempo dirá.
Vamos lá, Brasil!

E para quem não conhece, o meu pais: BRASIL!

O Brasil e sua localização na América do Sul.
endereço: https://www.google.com.br/search?