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domingo, 18 de junho de 2017

O direito à educação feminina


 
Quadro que Malala pintou aos 12 anos: Harmonia entre as religiões.

Terminei de ler "Eu sou Malala - a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo talibã", publicado pela Cia. das Letras, de autoria da própria Malala e de Christina Lamb.
Em tom intimista, Malala Yousafzai, menina natural do vale do Swat, no Paquistão, narra sua história e  de sua família: pai professor, dono de escolas de inglês em sua terra; mãe dona de casa, em uma província pobre.  O que os impulsiona é o grande desejo pela democracia e pelo direito de as meninas também poderem estudar, assim como os meninos já fazem.
Descreve os lindos lugares onde morava, os vales, as montanhas, a paisagem, as amigas, a família e os valores que os movem, assim como os acontecimentos políticos de seu país e do mundo.
Percebe-se, por serem pessoas amigas de livros, de conhecimento, de dedicação, seus anseios pela paz, a compreensão e a tolerância para com outras pessoas, outras religiões, outras formas de pensar.
Entretanto, aqueles que dominam ou dominaram seu país não pensam da mesma forma.  E por discordarem, foram invadindo o território, e matando pessoas.  Tentaram acabar com Malala, mas não conseguiram; ela foi salva e vive na Inglaterra.
Excelente e emocionante história, que nos faz entender um pouco mais de cultura diversa da nossa. Ótima leitura.

Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã. com Christina Lamb. 1ªed.- São Paulo:Cia das Letras, 2013, 342p.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Primavera, feira do livro, leituras, vida que vai






Flores plantadas por meu pai; esta é uma das mais doces
lembranças dele.

A primavera chegou trazendo-nos seu imperdível e inolvidável perfume.  Sensações de bem-estar, alegria, contentamento acompanham esta estação. As chuvas vêm junto, e, para os estados do Brasil que enfrentam uma das maiores secas da história, ela é benéfica.  E para todos nós, embora eu não goste de dias nublados, chuvosos e neblinosos.
Aqui na minha cidade, em novembro tem a feira do livro, como já comentei ano passado.  é uma feirinha pequena; mas pudemos fazer a cesta.  Minha filha e eu fomos no sábado à tarde em busca de alegria para nossos olhos e mentes.
Já providenciei os livrinhos que são complemento dos presentes de Natal dos meus netinhos.  Eles aguardam com ansiedade.  Meu neto mais velho puxou à avó: adora ler.  E está muito feliz pois está aprendendo a letra cursiva, na escola.  E adora escrever... puxou, mais uma vez, à avó. 
 Mesmo sem leitores que se manifestem - incrível que vejo pessoas do mundo inteiro que lêem meu blog-, mas nenhum deixa uma mensagem pra mim.
Ei, você aí que me lê, posso dizer oi, e perguntar se gosta do que escrevo e por que me lê?
Curioso: tenho leitores nos EUA, na Alemanha, França, China, Paraguai, Argentina, Portugal e outros países, mas eles nunca me dizem se gostam do que lêem e por que razão o fazem.  São brasileiros fora do Brasil?  Me diga- oi!


LEITURAS QUE ME AGUARDAM

Voltando às minhas leitura, ao par da vida que segue, como diz um jornalista brasileiro, li os seguintes livros:
Um cartão de Paris, crônicas de Rubem Braga, publicado em 1997. Aqui Rubem manteve sua característica de um dos melhores cronistas brasileiros de sua época, escrevendo e descrevendo o Brasil.
E o romance, que achei meio catatônico, não entendi muito bem, Os cadernos de Malte Laurids Brigge, de Rainer Maria Rilke.
Sobre este, considerei uma linguagem muito legal, uma prosa gostosa, grandes achados poéticos, pensamentos que achei 'estalos', a personagem central me pareceu fora do eixo, mas alguns trechos que gostei, citarei:
Sobre o medo: "Isso acontecia porque eu ainda não sabia ter medo".
Vida: " O tempo passou e nos acostumamos a coisas menores."
Um preciosista estava morrendo, e uma enfermeira falou uma palavra errada:
"Então Arvers adiou a morte. Pareceu-lhe necessário esclarecer isso primeiro.  Ele ficou inteiramente lúcido e lhe explicou que se dizia "corredor".  Então morreu.  Era um poeta e detestava a imprecisão; ou talvez lhe importasse somente a verdade; ou lhe incomodava levar como última impressão o fato de o mundo seguir adiante com tanto desleixo."
Leituras: "De algum modo, pressenti naquela época o que mais tarde senti tantas vezes: que não temos o direito de abrir um livro se não nos comprometemos a ler todos. A cada linha tirávamos um pecado do mundo."
Vida: "Deve ter sido numa dessas manhãs, tais como as há em julho; horas novas, descansadas, em que por toda parte acontece alguma coisa alegre e irrefletida.  De milhões de pequenos movimentos irreprimíveis forma-se um mosaico da mais convincente existência; as coisas se agitam, passando umas por dentro das outras e lançando-se na atmosfera, e o seu frescor torna as sombras claras e dá ao sol um brilho leve e espiritual.  Não há no jardim uma coisa principal; tudo está em toda parte e teríamos de estar em tudo para não perder nada."
"A própria vida, porém, é difícil por sua simplicidade.  Ela possui apenas algumas coisas de um tamanho que não é adequado para nós."
"E o mundo é organizado de tal forma que há pessoas que passam a sua vida inteira durante a pausa em que ele, mais silencioso do que tudo que se move, avança como um ponteiro, como a sombra de um ponteiro, como o tempo."
Mulheres, amor: "As mulheres que são amadas vivem mal e em perigo.  Ah, se superassem a si mesmas e se tornassem mulheres que amam!  Em volta das mulheres que amam há apenas certezas."


Vale a pena a leitura!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

NÃO SOMOS A LIXEIRA DO MUNDO!

Lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos, out. 2011.
     
(Imagem: http://www.google.com/imgres?q=importa%C3%A7%C3%A3o+de+lixo&hl=pt-BR&biw=1360&bih=611&tbm=isch&tbnid=FcXby5NvtFfoNM:&imgrefurl=http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,ministro-assegura-que-brasil-nao-permitira-importacao-de-lixo-hospitalar,788622.htm&docid=mZWH-j7yBj4noM&imgurl=http://m.estadao.com.br/imagens/240/fotos/Lixo_hospitalar_Pernambuco_Beto_Oliveira_AE_.jpg&w=240&h=177&ei=9fuyTtfWA8S1tgf68tTQAw&zoom=1&iact=rc&dur=635&sig=101164206755728067314&page=2&tbnh=115&tbnw=153&start=19&ndsp=21&ved=1t:429,r:12,s:19&tx=59&ty=71)

      Causa-nos vergonha, humilhação, raiva, quando descobrimos que países que se consideram "desenvolvidos, primeiro mundo" continuam achando que nós, brasileiros, e nosso país, o Brasil, somos a lixeira do mundo.
     É de todos conhecido o fato de que a Alemanha, a Grã-Bretanha, a Espanha e os Estados Unidos,  e provavelmente muitos outros países, VERGONHOSAMENTE enviam contêineres com lixo para o nosso país.  Há poucos dias a Polícia Federal brasileira descobriu lixo hospitalar que foi parar no nordeste brasileiro, vindos dos Estados Unidos.  Infelizmente algum outro idiota, este brasileiro, está ganhando dinheiro para importar a imundície que os "nobres países" não querem no quintal de suas casas, ou de seus hotéis e, principalmente, hospitais.  Acham que nós temos espaço suficiente?  Então toca a poluir!  Há alguns anos chegaram ao porto de Rio Grande contêineres vindos da Alemanha com todo tipo de porcaria que os ditos cujos não querem em seus quintais de casas, e acham que o nosso quintal é ótimo para isto.  Uma pouca vergonha, falta de respeito, ignorância, estão tripudiando em cima dos brasileiros, enviando sua podridão para cá.  Ah, não dá para deixar na Europa e Estados Unidos, eles são muito limpos, asseados, higiênicos, mas na casa dos outros dá!
     E ainda se acham melhores do que os outros!  Vão se lixar e aprender bons modos, boas maneiras, respeito, não contaminar os outros com suas porcarias! Se são incapazes de descobrir uma forma correta de eliminar os próprios lixos, admitam isto - digam: somos burros, não sabemos reciclar, reaproveitar, reutilizar.  Nós reciclamos, se quiserem, podemos ensinar.  Mas não venham lançar suas podridões sobre nós.  Já chega o que fizeram conosco desde o tempo da colonização.  BASTA!