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terça-feira, 24 de março de 2026

Crônica do dia

 

 

 

 

 

 PORTUGAL

 


 

 

  ESPANHA

 


PORTUGAL

 

 

PORTUGAL

 

 

 


                                                             

 

                                                                 CRÔNICA DO DIA

 

Há tempos não publico aqui.

A vida vai me levando aos tombos, como qualquer mortal .

Aos trancos e barrancos, como diz  o ditado popular, vou levando a vida.

2025 foi um ano de muitas atividades: publiquei meu livro de poemas "PULSAÇÃO". Com ele e com meus outros livros participei de Feiras de livros, da Bienal do Livro do RJ, e de muitas outras atividades.

Fiz muitas viagens, inclusive fui conhecer Portugal  e Espanha.  Em outra ocasião comentarei esta viagem.

Recebi prêmios, certificados literários, passei a fazer parte de Academias, tornei-me, novamente, Comendadora por uma Academia, também falarei sobre isto.

Meu irmão Marcos ficou doente em julho e faleceu em dezembro.  Tive muita tristeza com esta morte, ainda estou me recuperando disto.

Tive muitas alegrias, felicidades genuínas.

Tive muitas tristezas, tristezas genuínas.

Fiquei encantada com algumas pessoas que passaram a fazer parte da minha vida.

Fiquei decepcionada com outras. 

Estive doente, precisei fazer uma cirurgia.  Ainda me recupero. 

Como dizia Nietzsche , somos "humanos, demasiado humanos."

Assim vamos vivendo, um dia depois do outro, realizando o que nos cabe, ajudando quem precisa, recebendo ajuda quando precisamos. 

Ainda bem que temos nossa fé , é o que nos dá forças, energia, coragem para enfrentar a dura realidade da vida.

E agradecer pelas coisas maravilhosas.

Pedir ajuda quando as coisas não estão tão maravilhosas assim.

C'est la vie, mon amour! 

 

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

O ANO DA REVOLUÇÃO


 
 
 
 
 
 
 
 
Meu livro de contos.  Está no prelo!
 
 

Este foi o ano da minha revolução!

Minha vida virou de cabeça para baixo!

Todos os anos há uma tendência de as pessoas fazerem um balanço, uma reflexão sobre os acontecimentos em sua vida. 

Embora eu considere que, na realidade, não acontece nada de diferente na "virada de ano" inventada por nós, seres humanos, (é apenas mais um dia depois do outro), também não fujo à tendência do olhar sobre o caminho percorrido.

Concluí que foi um ano de vitórias, alegrias e sucessos.

Mas, também, foi um ano de tristezas, recaídas psicológicas, preocupações, como sempre, como em tudo, e na vida de todos.

No início do ano o meu ninho ficou definitivamente vazio, como mencionei em outro post.  Minha filha caçula alçou seu voo rumo a uma nova vida com seu amor.  Desta voejada resultou meu netinho mais novo, hoje com dois meses.  Lindo e saudável!

É de todos sabido, evidenciado, cantado e manifestado que os filhos não são nossos, nós os temos "para o mundo"!

Logo em seguida realizei um dos meus maiores sonhos da vida: fiz um cruzeiro em um navio.  Passeio maravilhoso, indescritíveis as sensações que me percorreram, uma realização da menina, que sonhava "conhecer o mundo"!

Na escadaria do navio MSC Seaview, noite do branco.
 

  No retorno deste passeio, fiquei alguns dias conhecendo o Rio de Janeiro, cidade que sempre admirei e não tinha tido a oportunidade de visitar.  Realmente, o título de "Cidade Maravilhosa" é perfeitamente merecido, pois a paisagem é encantadora, o povo é educado e gentil, tratando os turistas com respeito, educação e disponibilidade. 

 

 

Rio de Janeiro

 Na volta para casa passei por Santa Catarina pois tinha a intenção, desde sempre, de mudar de local de residência para mais perto do mar.  Iniciei as transações para que mais este sonho se tornasse realidade.  Em agosto fiz a maior loucura, ou aventura da minha vida: providenciei minha mudança, tendo tudo, pela primeira vez na vida, sido negociado e resolvido por mim, segundo a minha vontade, sem interferência de ninguém, a não ser as pessoas envolvidas e meus familiares, é claro! Considero uma GRANDE VITÓRIA!

Durante o ano participei de diversas atividades literárias, enviando crônicas, contos e poesias para as Academias das quais sou integrante.

Em maio vibrei com a festa de aniversário de meu netinho que completou um aninho.  Ele é muito lindo, meigo, carinhoso, como também o são todos os meus netos.

 

Em maio também ocorreu o lançamento das Coletâneas "Poesia no Lago" e "Dimensões" , através da Academia ALPAS-21, de Cruz Alta/RS, da qual faço parte, juntamente com os colegas Acadêmicos.  Na mesma ocasião foi-me concedida a honraria da Comenda PERSONALIDADE LITERÁRIA 2023, também pela ALPAS 21, bem como passei para a categoria Acadêmica Imortal.  Foi um momento de muita felicidade e o resultado pelo meu esforço intelectual.

 

 

 


 

Em fins de maio a Academia Círculo de Escritores de Ijuí Letra fora da gaveta, da minha cidade natal, do qual participo, dividiu atividades com a Associação  dos Artistas Visuais de Ijuí, no Museu Antropológico Diretor Pestana.  Poesias, contos e crônicas foram transformados em artes visuais pelos artistas da AAVI, numa livre interpretação de nossas obras literárias, as quais foram escolhidas sem saber quem era o autor. Tive três poemas escolhidos, e a arte deles resultou em obras fantásticas que ficaram expostas ao público. Abaixo as três obras inspiradas em poemas meus:

"Um novo eixo", meu poema interpretado por Amanda Rieger.






 

Pintura de Manfredo Spitzer, leitura de "Humana natureza".



 

Poema "Pretinho básico" na visão de Paulo Roberto Gobo.

 Em setembro saiu a publicação da Coletânea em homenagem à poetisa Cecília Meireles, Voz do meu Brasil. Nela participo com um poema, pela Editora Viverarte, do Rio de Janeiro.

Coletânea Cecília Meireles.
 

Em novembro colaborei no lançamento, em Porto Alegre/RS, na fantástica Feira do Livro de Porto Alegre, da Coletânea "Incluir" da ALPAS-21, com uma crônica a respeito da "Doença celíaca", a qual sou portadora, com mais um grande percentual da população brasileira e mundial. Também foi realizado um lindo sarau, no qual autores leram textos seus, num momento de alegria e confraternização.  Na mesma ocasião recebi o Destaque em Poesia no 39º Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas.

Ainda em novembro, na Feira do Livro de Ijuí/RS, foi lançada a Coletânea do Círculo de Escritores de Ijuí letra fora da gaveta "Páginas abertas", na qual estão publicadas uma crônica e poesias de minha autoria.

 

Coletânea Páginas Abertas
 

E, para fechar com chave de ouro minhas atividades intelectuais, está no prelo, previsto ainda para dezembro a publicação de meu livro de contos, solo, "A VIDA É ASSIM", pela Editora Almedina.  Este livro será publicado no Brasil, Portugal, Espanha e demais países de Língua Portuguesa e Espanhola.  Este é um projeto antigo meu.  São contos escritos, reescritos, pensados e repensados nos últimos quarenta anos. Logo estarão disponíveis para aquisição pelos amantes da leitura e literatura.  

Neste balanço, as coisas tristes, os problemas e dragões (ou leões) que não consegui  matar, tonteei.  As vitórias foram maiores que as derrotas e alguns problemas demandam tempo para resolver, e a mão divina a nosso favor.

Minha avó Maria, uma sábia, já dizia: "o que não tem solução, solucionado está!".

Ela também falava: "Deus proverá!"

E a Bíblia, orientação para nós, cristãos, já ensina: "Tudo tem seu tempo certo!"

Nós que, a maioria das vezes, tentamos acelerar o tempo, mas ele nos ignora solenemente!

Feliz 2024 a todos!
 

terça-feira, 1 de novembro de 2022

ASSIM SEGUE O BARCO...






SÃO FRANCISCO DO SUL/SC

 


Amanhã faz um ano que publiquei o último post.

Este ano foi conturbado para mim: mudei de residência e cidade; fiz duas cirurgias no rim esquerdo; meu netinho mais novo nasceu; fiz algumas viagens.

Estou em período de adaptação no novo lugar. Foi a oitava vez que mudei de cidade na minha vida.

E há dois dias tivemos o segundo turno das eleições brasileiras.

Eu não faço campanha, mas tenho meu posicionamento político.  É um direito que tenho.

Fiquei do lado que perdeu as eleições por menos de 1% de diferença dos votos válidos, que, somados  aos que não votaram por estarem doentes, viajando, votaram em branco ou  anularam o voto, ou não compareceram por outro motivo qualquer, supera em 2,79% o vencedor.

Segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral, seriam os seguintes os dados: 75,8% dos eleitores foram votar; houve uma abstenção de 20,56%. Votos brancos 1,43%; votos nulos 3,16%.

O candidato vencedor recebeu dos que compareceram 50,9% dos votos válidos; e o candidato perdedor, 49,1%.

Somados os votos do perdedor aos brancos e nulos, temos um total de 53,69%, contra os 50,9 do vencedor.  Uma diferença mínima de 2,79%.  Longe de ser unanimidade.  

No meu entendimento e no destes 53,69% de brasileiros, o candidato que venceu não merece estar lá a partir do ano que vem.  Ele não foi inocentado de seus crimes pelo Supremo Tribunal Federal, de acordo com informações dos próprios Ministros do STF.  Apenas foi "ajeitado" para deslocar  seus processos-crime para outras cidades, sendo uma das possibilidades do Código de Processo Penal Brasileiro: a competência jurisdicional, ou seja, o lugar onde deva ocorrer  o processo.  As provas não foram anuladas, ele não recebeu carimbo de inocente.

Mas quem somos nós, pobres mortais, para discutir com o STF?

Entretanto, eu e estes 53,69% de brasileiros, temos vergonha de saber que os outros 46,31% elegeram um condenado, uma pessoa que admitiu que apropriou-se indevidamente da coisa pública, que mentia e inventava dados, e que, muitas vezes, foi ao exterior falar mal do Brasil e dos brasileiros, além de disponibilizar nossos impostos para obras em outros países, em detrimento do povo brasileiro.  E que preferiu fazer estádios de futebol a hospitais.  Quando ocorreu a pandemia, esses hospitais fizeram falta. Além de estar, pelo que se deduziu de suas falas e comportamento em debates, fora de seu juízo perfeito; no tempo de minha avó se dizia caduco, mas esta palavra não se utiliza mais. Está fora de moda.

Esse ser não me representa.

Serei oposição ferrenha. Não só ao que estará no poder executivo com seus asseclas, mas aos seus defensores. 

Os próximos quatro anos serão de fiscalização e denúncia. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Viagens IV - 3ª parte: Caminhando Roma, navegando Capri.

Continuando a "viagem emocionante da nossa vida", passeamos por vários locais em Roma: Piazza del Popollo, diversas basílicas, catedrais e igrejas, pois Roma é cheia delas, que contêm túmulos de pessoas famosas em seu interior, obras de arte as mais variadas: pinturas, esculturas, etc; passamos por uma pequena rua que se chama "Via della croce", que entendo ser "Caminho da Cruz"; passamos por várias ruas, muitas estreitinhas, que achei um tanto estranho. 
E chegamos a um local com muitos turistas, de todo mundo: uma Igreja chamada Santíssima Trindade de Monti, datada de 1495, na Praça de Espanha, onde também há uma linda escultura de uma fonte, chamada "Barcaccia", de Pietro Bernini, datada de 1629. Maravilhas! Eis:








Da frente dessa Igreja, enxerga-se Roma, têm-se uma ótima vista da cidade, pois é uma parte bem alta.
Continuamos nossa caminhada, passando por vários monumentos, entrando e saindo de igrejas, que é o que mais tem em Roma.
Chegamos ao Terminal de Trem, na Praça Euclide; aprendemos logo o itinerário, e andávamos pelo trem subterrâneo com a maior facilidade.
Retornamos ao hotel à noitinha, após termos feito lanches em vários locais diferentes.
Na manhã seguinte pegamos novamente o trem, e seguimos rumo ao Vaticano.  Foi uma grande emoção para o meu esposo, que é católico, conhecer a sede de sua religião. Maravilhamo-nos com as pinturas e esculturas que fazem parte do acervo do Museu Vaticano, seus enormes sinos, armários branco e dourados, seu jardim interno, tudo fantástico.  Tiramos fotografias frente às janelas, pegando o jardim interno, sempre curiosos e com vontade de ver o Papa.  Infelizmente, ele não estava lá: fomos a Roma e não vimos o Papa! Teremos que lá voltar!
Fotografamos a "Pietá", embora fosse proibido fotos. 
foto
Pietá

Jardins internos do Vaticano

Esculturas


Uma observação a fazer: fomos instruídos, ao chegar, que era proibido tirar algumas fotos; fomos respeitando, direitinho, as restrições; entretanto, vários turistas que observávamos - japoneses, chineses, alemães, etc - fotografavam, mesmo sendo proibido.  Entreolhamo-nos, e dissemos: como? estes não são os "povos mais educados, respeitadores do mundo?" Então, como os demais turistas, também tiramos, subrepticiamente, nossas fotos.
Ao sair, consideramos interessante a escadaria, em forma de caracol, que descíamos. Muito bonita. Continuamos nossas caminhadas e nos recolhemos.
Dia seguinte, foi quando começou nossa excursão. Tivemos  o encontro com nossa guia, a espanhola Maria do Rosário, uma pessoa extremamente cativante, educada, querida, que nos colocou a par de suas orientações e apresentou-nos a disponibilidade dos passeios.
Voltamos ao Vaticano, agora para conhecer a Basílica de São Pedro.  Conhecemos toda sua parte interior, a guia foi nos mostrando, explicando, andamos muito por várias partes da Basílica, foi por demais interessante. Antes, porém, de entrarmos, ela avisou: "cuidem de suas bolsas, pertences, máquinas fotográficas e filmadoras, pois é um local onde tem gente de todo mundo, e há pessoas mal intencionadas que carregam os bens dos outros".  Como em todo mundo...
Basílica de São Pedro

Andamos por toda nave, até chegarmos ao local que, dizem eles, está enterrado Pedro, o Apóstolo de Jesus.  Não por ser evangélica, mas como eles podem garantir isto?
Depois saímos passear pela cidade, de ônibus, fomos às áreas arqueológicas, chegando ao Coliseu (72/80 DC).  Como o tempo era curto, só o vimos por fora, não entramos.


Coliseu, Roma


e vimos também o Arco de Constantino(315 DC), e algumas outras áreas arqueológicas.
Então, chegamos à Fontana de Trevi, as esculturas mais belas e perfeitas que já vi; cheia de turistas, atirando suas moedinhas na água, para dar sorte - o que também fizemos, não iríamos arriscar...
Continuamos nosso passeio a pé, passando pela Piazza Della Repubblica, algumas outras ruelas, chegando ao Altar da Pátria, Monumento a Vitor Emanuel II, que consideramos maravilhoso, mais uma bela obra de arte italiana.

Altar da Pátria - Monumento a Vitor Emanuel II


Para concluir o dia, passamos pelas ruínas do Fórum Romano, o Capitólio, o Pantheon, e a Piazza Navona, local em que está situada a sede da Embaixada Brasileira em Roma.  Mas não fomos visitar o embaixador..., apenas admiramos suas lindas esculturas, e ficamos encantados com as estátuas vivas que se apresentam por lá.
foto
Piazza Navona


Capitólio


Retornamos ao hotel para descansar e refazermo-nos com vistas aos passeios dos outros dias.
Dia seguinte, seguimos de ônibus até Nápoli, com destino à Ilha de Capri. Outro sonho realizado, pois minha referência deste local era o cantor que ouvia, na infância e adolescência, Peppino di Capri, que cantou sucessos como "Roberta, Champagne", entre outros.  Verifiquei na "Wikipédia" que ainda está vivo e cantando. 
Nápoli, vista do barco.

É claro que fiquei maravilhada com a cidade de Nápoli, seu porto, onde pegamos um barco para o passeio.  Contornamos a ilha, e chegamos à famosa Gruta azul; ali, passamos do barco grande a um barquinho que cabia 4 turistas e o barqueiro, e adentramos a gruta, antes que a maré subisse, pois esta fecharia a entrada.  Foi muito emocionante.
Ilha de Capri

Ilha de Capri


Dizem que os césares iam até esta gruta para banhar-se, e que era um local escondido, onde os curiosos não os encontravam.
Gruta Azul

Chegamos à Capri, subimos em um pequeno e tosco ônibus, que nos levou por tortuosas ruelas morro acima; chegamos bem pertinho, várias vezes, de abismos, dos quais enxergávamos, maravilhados, o mar, a bela paisagem e as pedras das encostas de Capri.  E foi emocionante mesmo, pois o medo que o velho ônibus engasgasse e caíssemos ao mar era grande.
Chegamos ao restaurante, almoçamos, começamos a conversar e compartilhar com brasileiros de outros estados que estavam na excursão, com os quais dividimos a mesa. Foi um dia maravilhoso, extasiante, emocionante, o qual jamais esqueceremos. Descemos ao cais, pegamos nosso barco, retornamos a Nápoli, onde fizemos um city-tour, ouvindo as informações históricas da guia turística.
Barco com o qual fizemos nossa viagem.


Retornamos a Roma, fomos para o hotel e desmaiamos de cansaço.

sábado, 18 de outubro de 2014

Viagens IV - 2ª parte: a chegada em Roma.





Aqui, a continuação do post 'Viagens IV':


Agora, tentamos descobrir o que houve.  Algumas pessoas que estavam no mesmo vôo, também procuravam pela mesma empresa; a maioria das pessoas foi dispersando, e nosso bolinho  de brasileiros foi ficando; um agente de viagens veio falar conosco, perguntou qual a empresa nós aguardávamos, ligou para alguém e nos disse: vou levá-los até o hotel, quem vinha buscar vocês teve problemas e não pôde vir.  Demos o endereço do hotel, olhamo-nos, perguntei ao meu marido: será confiável? E ele: não temos outra alternativa, vamos.  Pegamos nossa bagagem e fomos passar pela imigração.
Neste meio-tempo precisei ir ao toilette. Informei-me sobre sua localização, disse-me uma funcionária, apontando o corredor: "tuto al fondo" (não sei como se escreve em italiano). Fui, caminhei, fui, andei, olhando para as portas que se abriam; chegando ao fim do corredor, abria-se um grande espaço no qual entrei; que susto! Policiais com enormes cães policiais ali se encontravam e me cercaram. Entendi que eles me perguntavam o que eu queria; repeti, levantando as duas mãos e repetindo: "toilette"!!!!!! Eles riram e me mostraram o lugar.  Voltei correndo, logo após, pois morro de medo de cães, ainda mais daquele tamanho.
Após os trâmites da imigração, subimos na van que nos levaria ao hotel.
Roma! Olhei para meu marido e disse: estamos em Roma! não acredito! Abri bem meus olhos e fui enchendo de paisagem romana, que nunca mais esquecerei.
O trânsito, um caos: muitas buzinas, gritos, algumas ruas bem largas onde desembocavam outras ruas pequenas, passando primeiro o que buzinou primeiro, uma grande confusão. Não sei como aquela italianada se achava.

Roma - imagem da autora, proibida reprodução.
Chegamos ao hotel, mas ainda não estava no nosso horário de entrada.  Lá é rigoroso: se teu horário de entrada é às 11 horas da manhã, não adianta chegar antes.  Confirmaram nossas reservas, deixamos nossa bagagem em uma sala fechada, e fomos almoçar.
Extasiada diante das paisagens, ia comentando com meu marido, olhando pra cá e pra lá, enchendo os olhos, observando tudo.  Nesta parte da cidade em que estávamos, os prédios nunca eram muito altos; um emendado no outro, com o estilo característico das construções italianas que vemos, também, aqui no Brasil, nas cidades onde há muitos descendentes de italianos.  E em quase todas, aquelas 'máscaras', carrancas,  imagens muito utilizadas nas fontes - que tem para todo lado -, nas casas, nos frontais dos prédios, em todo lugar.
Almoçamos em um restaurante de um árabe, perto do hotel, e depois retornamos, pois estávamos muito cansados.  O dono perguntou de onde éramos, meu marido respondeu: do Brasil, e o árabe disse a ele: 'sua mulher muito bonita'.  Eu saí rindo, meu marido torceu a cara e fomos andando.
Fizemos o 'check in', e fomos descansar, pois estávamos moídos da viagem. Dormimos a tarde inteira, e só nos movimentamos para jantar.
Decidimos não sair para jantar, devido ao cansaço, e, como tinha restaurante no hotel, decidimos ficar por ali mesmo.  Foi aí que briguei com o garçom.  Não lembro o que meu marido pediu, mas solicitei creio que salada com bife e batatas.  Pedi o bife bem passado; veio torrado por fora, dos dois lados, e cru por dentro.  Detesto carne crua, reclamei, o garçom gesticulava e falava muito rápido, em italiano.  Repeti, em inglês o que queria, ele saiu brabo e voltou, com a carne do mesmo jeito.  Para não me incomodar mais, comi a parte externa da carne e os demais acompanhamentos, e fomos saindo.  Um brasileiro, que acompanhou tudo de longe, veio falar conosco: "Sou brasileiro e tenho hotel e restaurante na serra gaúcha; vim me atualizar aqui na Itália, mas vejo que quem tem que aprender são eles; se eu tratar meus clientes do modo como eles nos tratam aqui, fico sem clientes e fecho meu negócio.  Eles são muito mal-educados".
No dia seguinte, resolvemos caminhar Roma.  Nossa excursão só começava dali a quatro dias, então tínhamos este tempo para fazer passeios por nossa conta, matar a curiosidade.
Pegamos alguns folhetos, mapas da cidade, pedimos informações e fomos.
Pegamos uma grande Avenida, Via Del Corso; fotografando, andando observando, chegamos a uma grande praça a Piazza del Popolo, onde havia um grande portão, que achei interessante e diferente. Parece que faz muito tempo que está ali..







quinta-feira, 5 de junho de 2014

Viagens IV - 1ª parte

Quando completamos 20 anos de casados, meu marido e eu decidimos comemorar de forma diferente.  
Como nunca tínhamos ido para o exterior, optamos por conhecer um pedaço da Europa: procuramos uma empresa de pacotes de viagens, preparamos a documentação (achei que fiquei bonita no antigo passaporte), com cara de gente "bem", que naquele tempo, 1998, eram pessoas da classe alta que faziam estas viagens e não nós, reles trabalhadores do meu Brasil, como dizia o Getúlio Vargas.  Desnecessário dizer que o pagamento do pacote de viagem foi feito no modo brasileiro, em 'suaves prestações mensais', que trabalhadores não são de ferro e não têm as burras cheias.
Entusiasmados, fizemos o roteiro: entraríamos por Roma, iríamos para Florença, Veneza, na Itália,  Lucerna, na Suíça, Paris e Londres, de onde retornaríamos.
Viajante de primeira viagem, informei-me sobre a forma de comportamento no exterior, para não cometer gafes; detesto que digam que brasileiros são mal-educados.  De tudo que li, vi que a forma como sempre me comportei estava adequada ao velho mundo, uma vez que meus pais souberam bem me educar em casa, e a escola que freqüentei na adolescência tinha origem na Alemanha (rede sinodal de ensino, da Igreja Luterana), o que nos ensinou sobre disciplina, organização, hierarquia, respeito, visão de mundo, geografia e história,  e tantas outras coisas.
Também informei-me como me vestir - esquecendo-me, ó ingenuidade- que a moda ditada pelo exterior vem parar aqui no Brasil, um pouco tarde, é verdade, mas sempre.  Então, estava adequada.
Iríamos em maio, que não é tão frio - por mais que ache lindas as paisagens de neve, já passei por ela aqui no sul do Brasil, e detesto frio.  Então, fomos na entrada do verão europeu.
Partimos de São Paulo numa tarde chuvosa, passamos por um túnel que ligou o aeroporto ao avião, e, por muito tempo, só tive a certeza de que viajei mesmo por ter chegado lá, pois não senti e não vi a saída do avião.
Se alguém recordar meu outro post, em que comento a primeira viagem de avião, deve lembrar do meu pânico, agora estendido por 12 horas.  Nem recordar que ficaria 12 horas sobre o Oceano Atlântico; nem pensar na eventualidade do avião cair e sermos devorados por peixes enormes, fora o pânico de morrer afogada.  Adotei vários subterfúgios para expelir para longe de minha mente tais pensamentos: levei 2 livros com mais de 500 páginas; assisti o filme disponibilizado pela antiga Varig, que ainda atuava; escutei música nos fones de ouvido, olhei as revistas de bordo, além de, é claro, ter tomado um calmantezinho antes de partir, o que me permitiu cochilar alguns minutos. Além , é óbvio, de me alimentar com as delícias que ainda serviam naquele tempo.  Como não tenho viajado de avião, mas leio sobre, parece-me que reduziram a alimentação a lanchinhos prosaicos.  Novos tempos.
Sempre tive dificuldades, nas aulas de geografia ginasial, de entender o fuso horário, os meridianos, etc; então, saímos às 16 horas de São Paulo, e chegamos às 7 da manhã em Roma, horário local.
Para começar, as pessoas que deveriam estar nos esperando, com aquelas plaquinhas com nossos nomes, lá não se encontravam.  Segurei meu pânico, só olhei para meu marido: cadê o povo?  Pagamos um pacote e nos abandonam num aeroporto internacional, sem saber falar italiano - meu marido fala um italiano castiço, um dialeto do norte da Itália trazido pela família do nonno no século XIX. E agora?



Fontana di Trevi,  Roma, que visitamos nos primeiros dias. Foto da autora, proibida reprodução.






domingo, 20 de janeiro de 2013

Viagens II

Hotel Meliá, Maceió/AL.
 Em 1995, quando já morávamos no Paraná, fomos finalmente conhecer uma parte do Nordeste Brasileiro.  Foi, também, a primeira vez que viajei de avião.  É claro que 'aeroviária' de primeira viagem, entrei em pânico.  Fomos de Londrina a Curitiba de carro, deixamos o mesmo no Hotel e partimos para o aeroporto; a excursão seria em vôo fretado pela empresa turística, um pacote para Maceió/Alagoas.
Entrei no avião, sentei-me no banco, segurei a mão do meu marido, e não me mexi mais. Quando o avião taxiou e se posicionou para levantar vôo, meu coração disparou. Quase quebrei a mão do meu marido, coitado! Meus filhos admirados e alegres, iam comentando as novidades, pois também era seu primeiro vôo. A hora que o avião tirou as rodas do chão, e eu enxerguei à minha frente as nuvens branquinhas, fiquei extasiada! Que bom que estávamos voando e não tinha acontecido nada de ruim...


As nuvens e pequenas paisagens fotografadas por meus filhos.

Passamos por vários locais, mas recordo perfeitamente quando sobrevoamos o Rio de Janeiro, o piloto nos informou; fomos subindo, em relação ao mapa do Brasil, e costeando a orla brasileira; meus filhos, felizes, olhavam pela janelinha e iam admirando a paisagem...e a medrosa aqui nem se mexia, com medo que balançasse o avião; não dei nenhuma espiadinha pela janela; não consegui nem comer o lanche oferecido pela aeromoça, que repassei ao meu filho, então um adolescente...os adolescentes parecem estar sempre com fome!
Fizemos uma parada em Belo Horizonte, aguardamos para trocar de avião, se não me engano. Sei que saímos de Curitiba às 6h da manhã e chegamos em Maceió ao meio dia. Graças a Deus, tudo tranquilo!
Ficamos o primeiro dia pelo hotel, um ótimo 4 estrelas (que chique! eu nunca tinha ido num destes...) maravilhoso, um apartamento conjugado com sacada, piscina, o café da manhã completo, com frutas diversas, sucos que nunca tínhamos tomado de frutas características daquela região.
Passeamos pela praia, tomamos sol, alugamos um carro e fomos conhecer a cidade de Maceió, alguns pontos turísticos...e até um hospital, pois minha filha comeu um fruto do mar que lhe fez mal.
Centro de Maceió visto de uma parte alta da cidade.

Adorei andar, à noite, pelas barraquinhas das rendeiras nordestinas; comprei uma linda toalha de mesa, toda rendada, que tenho até hoje, e muitas outras quinquilharias que a gente compra em viagens.
Conhecemos a praia do francês, visitamos a praia da sereia, onde tem uma estátua representando a mesma,   passeamos de barco pelo rio... e conhecemos a vegetação típica da região chamada mangue, onde o pessoal ribeirinho caça caranguejos das mais variadas cores e tamanhos.
Praia da sereia
 Em outro dia fomos dar um passeio de jangada, que achei estupendo! Não sei como os jangadeiros têm coragem de andar nestas pequenas e inseguras embarcações; mas que foi bonito, foi; paramos num local que eles chamam piscina natural, no mar, onde havia um bar flutuante, telefone flutuante (era um orelhão, os celulares recém estavam começando a aparecer no Brasil), muito gostoso.
As jangadas

A jangada telefônica.

 Em outro dia fizemos um passeio para um outro local, a Ilha da C'roa; fomos com um barco maior, descemos na ilha, almoçamos por lá e voltamos no fim do dia; outro passeio foi a outra ilha, diziam que era propriedade de um político famoso, nem lembro seu nome.
Na praia do Gunga,-naquele tempo era novidade- andamos de banana boat, passamos o dia nos divertindo e tomando sol, retornando ao anoitecer.
Também fizemos um passeio por diversos lugares, como Riacho Doce (teve uma novela ou uma mini série com este nome); passamos pela casa do Monteiro Lobato...
Riacho Doce
 Fizemos diversos passeios, conhecemos parte daquela região e, ao fim do período combinado, embarcamos de volta.  Agora já sabendo mais ou menos como a coisa funcionava,  não me assustei tanto; mas me sobressaltei quando parecia que o avião andava em estrada de chão - fiquei, então, sabendo o que eram as famosas turbulências, e que não eram nada agradáveis.
Retornamos a Curitiba e à nossa casa, faltando, agora, conhecer como é viajar de navio, um passeio que ainda quero fazer por este mundão de Deus.

Restaurante Sonho Verde, na  Ponta Verde, onde almoçamos delícias.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Viagens - I



     Andando por este mundão de Deus aprendi a gostar de viajar.  Não recordo qual foi minha primeira viagem, mas puxando pela memória, minhas primeiras visões de viagem são entre Ijuí e Santo Ângelo, quando íamos visitar meus avós paternos que moravam lá.
     Para nós, crianças, era um acontecimento quando, nas férias, o pai avisava que íamos visitar os avós.  Era um tal de arrumar as malas, fazer roupa nova, comprar sapatos, que tinham ficado gastos durante o ano e, principalmente, andar de táxi.  Sentíamo-nos importantes quando sentávamos no banco de trás com minha mãe, o pai no banco da frente e nos dirigíamos à estação rodoviária ou ferroviária.  De ônibus eu não gostava muito, pois nas estradas de chão levantava muita poeira e, quando o ônibus parava - pinga-pinga - entrava um cheiro forte de gasolina, que me dava ânsias.
     De trem Maria Fumaça era uma aventura! Saíamos no começo da tarde, creio, ou do dia, sei lá, e chegávamos geralmente à noite; o legal era ver o trem fazendo as curvas, que a gente enxergava as pontas do mesmo e de um lado a outro; e tinha o balanço do trem, te-tlec, te-tlec, o apito longo nos cruzamentos - piuiuiuiuiuiuiiiiiiiiiiii!  

A Maria fumaça fazendo a curva
                                             

(Imagem: http://www.google.com.br/imgres?q=maria+fuma%C3%A7a+em+curvas&um=1&hl=pt-BR&client=firefox-a&sa=N&rls=org.mozilla:pt-BR:official&biw=1245&bih=541&tbm=isch&tbnid=mr0c-5pu7sLz6M:&imgrefurl=http://www.crocantefotolog.com/archives/2006/08/index.html&docid=qtZRQ0TLVtrohM&w=500&h=375&ei=-QlDTpCfD8qugQfOzb2-CQ&zoom=1&iact=hc&vpx=297&vpy=233&dur=6312&hovh=194&hovw=259&tx=136&ty=116&page=2&tbnh=121&tbnw=155&start=18&ndsp=19&ved=1t:429,r:1,s:18)
   
      A mãe levava um farnel, - afinal, viajava com  quatro crianças e dois adultos,-  que constava de sanduíche de pão caseiro (uma delícia!), com queijo e mortadela, alguma fruta, suco ou leite; às vezes galinha enfarofada (outra maravilha que minha mãe fazia divinamente), o pastel divino que ela fazia, entre outros quitutes. Para nós era uma festa.
     Na minha visão de menina que tudo observava,  achava estranho que os postes corressem à frente dos meus olhos, tão rápidos...aos poucos fui me dando conta que os postes estavam parados e o trem que se movimentava...mas que parecia, parecia!
     Ao chegar em Santo Ângelo, outra vez o status de andar de táxi - como a Angélica, ...- e a chegada na casa de meus avós, que era sempre uma maravilha.
     Meus avós tiveram quinze filhos, sendo que dois faleceram ainda crianças.  Então tinham muitos netos; minha vó nunca se lembrava do meu nome; como o apelido de minha mãe é Mimi, me chamava de Mimizinha; creio que era a forma que ela tinha de memorizar quem era filho de quem.  Mas ela era muito querida, fazia coisas gostosas para comermos; e meu avô,  gostava de contar histórias pra nós, ele era muito engraçado.
     Eu gostava de passear pelo centro de Santo Ângelo; lá tinha uma praça onde criavam jacarés, que a gente olhava com um misto de curiosidade e medo; creio que hoje já não existe mais, suponho que o Ibama deve ter proibido. Mas, proibido ou não, o fato é que encontrei na internet imagens da mesma:

Não sei o nome da praça, mas os jacarés estavam lá.

     Quando cresci, fui conhecer as Ruínas de São Miguel das Missões, que fica coladinho em Santo Ângelo; tem um museu com imagens de esculturas sacras feitas pelos índios, e onde é apresentado o programa som e luz, encenando a saga dos índios com a colonização jesuítica. É muito interessante, vale a pena ver.


Ruínas da Igreja de São Miguel dos 7 povos das Missões.
                                   



Esculturas feitas pelos índios no Museu das Missões.

     A praia fui conhecer quando tinha 15 anos, com minha tia mais nova; fomos na Praia de Ipanema, no rio Guaíba ,em Porto Alegre - minha primeira praia era de rio, não do mar, mas gostei assim mesmo.

Praia de Ipanema, Porto Alegre\RS.

     Aliás, foi a primeira vez que fui a Porto Alegre, fomos de trem Minuano - no RS os meios de transporte têm nome.   Ficamos na casa de uma senhora, parente do marido de outra tia; ela cozinhava muito bem, foi a primeira vez que comi filé de peixe, pois meu pai adorava pescar, mas sempre trazia peixes cheios de espinhas, que era uma dificuldade comer. 

Trem Minuano, transporte de passageiros, com restaurante e poltronas reclinávei

      Praia de mar conheci com 20 anos, quando já trabalhava e era filiada ao SESC; anualmente eles promoviam férias coletivas, o que propiciava para nós, comerciários, 10 dias nas praias do litoral gaúcho, com muito sol, brincadeiras, novas  amizades, paqueras, passeios e muita diversão. Desta vez fui de ônibus, já havia asfalto e o trajeto era feito mais rapidamente.  A política já era de incentivo ao uso de ônibus e automóveis, caminhões, e os trens estavam sendo desativados.  Uma grande burrice do governo ditatorial.  Poderiam fazer as estradas asfaltadas, estimulando o transporte rodoviário, mas deveriam ter mantido e atualizado o ferroviário, aproveitando os trilhos que já estavam instalados. Enfim...
     Fomos para a praia de Araçá; foi a primeira vez que fui em um hotel sem ninguém da minha família,; estava começando meu processo de independência; uma amiga minha, Cecília, que estudava comigo na faculdade, também foi; era uma diversão só.

Praia do Araçá, em Capão da Canoa\RS.

     Posteriormente fui à praia nem sei quantas vezes, daí já casada, com meu marido e filhos.  Preferimos as de Santa Catarina, tendo em vista que a água das praias gaúchas são muito frias, e as do outro estado, mais mornas.  Com o tempo fomos ficando 'experts' no assunto; aprendemos a tomar banho de sol sem nos queimar, cuidando os horários e curtindo o bom do verão. Abandonamos os meios de transporte coletivos, e somente viajamos de carro; com crianças é melhor, a gente pára onde e quando quer, fica mais fácil. Infelizmente as viagens aéreas não estão disponíveis para todos os lugares, então temos que ir correndo os riscos de sermos viajantes automobilísticos neste nosso Brasilzão de guerra.