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domingo, 30 de agosto de 2020

REVISITANDO A HISTÓRIA DO BRASIL: O BRASIL DE JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA .










A pandemia propiciou-me, nos dois primeiros meses, a possibilidade de ler alguns livros.

Acontecimentos posteriores me impediram e estão bloqueando a minha leitura.
Seguimos pandêmicos, confinados, cuidando de nós e dos nossos, e esperando a cura dos que forem atingidos pelo covid-19, ou uma vacina que nos impeça de contrair a doença.
A seguir, um dos livros que consegui ler lá por março/abril deste ano:
O meu propósito de tentar entender meu país permanece.  Aos poucos vou lendo livros que encontrei e me contam um pouco do que aconteceu no Brasil, antes e depois do meu nascimento.
Nestes dias de confinamento vou aproveitando uma parte do meu tempo para ler, refletir e relacionar os acontecimentos políticos atuais aos que os antecederam.  Todos têm ligação.  E o modo de fazer política no Brasil não tem  tido uma forma diferente do que houve desde o tempo do império, da Primeira República às outras denominações que tivemos com o tempo. 
Concluí a leitura de uma biografia de JK e, logo em seguida, de Tancredo Neves. 
Já li e comentei sobre Getúlio Vargas e Jango, que podem ser encontrados aqui e aqui.  No segundo link há também um comentário sobre a queda de Dilma.  Vou e venho nos períodos da História do Brasil, à medida que vou encontrando livros, ou os acontecimentos vão desenrolando-se.  Também já li sobre D. Pedro II, sobre a princesa Isabel, assim como sobre os períodos do descobrimento do Brasil até à proclamação da república. Sobre estas leituras, veja aqui. E sobre a princesa Isabel aqui.

O ESSENCIAL DE JK - VISÃO E GRANDEZA, PAIXÃO E TRISTEZA. Ronaldo Costa Couto.- 1ª ed. Brasil:Planeta, 2013, 301p.

"Nunca deixei uma obra pela metade. O que projeto, faço"
"Deus poupou-me o sentimento do medo."
Estas são duas frases, das muitas relatada neste livro, que me chamaram a atenção, e, pelo descrito pelo autor, eram repetidas com frequência pelo ex-Presidente.
Ronaldo Costa Couto é historiador, economista, pesquisador, professor, jornalista. Foi político intimamente ligado ao poder central, tendo exercido diversas funções públicas em vários governos. Narra o que viu.
Este livro conta-nos a biografia de JK desde o nascimento, na cidade de Diamantina/MG, até sua morte, em um acidente que deixou muitas dúvidas.
O menino pobre das Minas Gerais, que foi criado pela mãe junto com uma irmã, sonhava em ser médico. Lutou muito para alcançar seus objetivos.
Antes de ser Presidente da República, foi telegrafista para pagar seus estudos na capital mineira. Depois de formado, foi Capitão-médico na guerra Paulista de 1932, onde atuou no front. Fez especialização em urologia em Paris.
Iniciou na política como Chefe da Casa Civil no Governo de Minas, no tempo da ditadura de Vargas. 
Mergulhou na carreira política como Deputado Federal. No golpe de Vargas em 1937, perdeu o cargo de Deputado Federal, e voltou à medicina. Posteriormente, foi nomeado Prefeito de Belo Horizonte pelo Interventor e amigo Benedito Valadares. Em 1945 elegeu-se novamente Deputado. 1950 elegeu-se Governador das Minas Gerais.
Em 1955, ano em que nasci, elegeu-se Presidente da República. 
Entre vários planos e metas, estava a construção de Brasília. Uma administração revolucionária. 
Em 21 de abril de 1960 foi inaugurada a novacap Brasília.
Após sair do governo, elegeu-se Senador.
Em 1964 foi cassado pelo regime militar, perdendo seus direitos políticos por 10 anos. E foi proibido pelos militares de pisar em Brasília novamente. Ele nunca mais voltou à cidade.  Ele, que considerava a cidade a sua terceira filha.
Exilou-se na Europa e Estados Unidos.
Em 1968 foi preso.
Morreu num acidente automobilístico em 1976. Muitos consideram o acidente forjado.
Sintetizando assim, parece uma biografia fria, só o alinhamento dos fatos. Mas sua vida foi eletrizante, os acontecimentos familiares e políticos intensos, sua história é bastante interessante.
Vale a pena a leitura.




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ainda, as eleições no Brasil.






Constituição Federal de 1988.






"§5.Os indivíduos que devem formar um todo são de espécie diversa; igualmente, a reciprocidade na igualdade conservará os Estados, como afirmamos na Ética.
Além disso, isto é o que deve obrigatoriamente acontecer entre homens livres e iguais: pois não é possível que todos exerçam concomitantemente a autoridade: não a podem exercer por mais de um ano, ou, em conformidade com outro acordo, por qualquer tempo determinado.  Deste modo, sucede que todos alcançam o poder, como se os sapateiros e os carpinteiros se alternassem, e nem sempre as mesmas mãos fizessem os mesmos trabalhos.
§6. Sendo melhor ficarem as coisas como estão, segue-se, de modo natural, que, na sociedade civil, seria preferível igualmente que os mesmos homens ficassem sempre no poder se tal fosse possível.  Contudo, como perpetuar-se no poder não é compatível com a igualdade natural, e além disso sendo justo todos participarem dele, já tido como um benefício, já como um malefício, deve-se imitar essa faculdade de alternar no poder que os homens iguais uns aos outros se facultam, de igual modo como antes o receberam.  Assim sendo, uns mandam, outros obedecem, de modo alternado, como se se transformassem em outros homens" (Aristóteles, Política, SP:Martins Claret, Coleção a obra prima de cada autor, 2004, p.38/39).


"Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelos mesmos motivos" (Eça de Queirós)



A campanha presidencial no Brasil, mais do que para Governador de alguns estados, que não se elegeram no primeiro turno, está em polvorosa.

Os programas televisivos estão cheios de maravilhas feitas tanto por um como por outra candidata, e tanto um como a outra também mostram as maldades de seu oponente em seus governos, tanto atuais como anteriores.
Nas mídias, só se fala nisto.  Adeptos de cada lado se xingam, elevando bem alto seu preferido e colocando abaixo do tapete seu oponente.  Mas nenhum deles fala o que pretende fazer para melhorar o Brasil e a vida de nós, brasileiros, que os sustentamos, e sustentaremos qualquer programa que qualquer deles que venha a se eleger, inventar.  Sejam coisas boas ou não.
Eu já voto há 41 anos. Nas primeiras eleições, aos 18 anos, sem experiência e conhecimento, alheia ao mundo que me rodeava politicamente, só queria saber de bailes, namorados, trabalho, faculdade, divertimento.  Então seguia a orientação dada por meus pais.
À medida que fui amadurecendo, fui mudando minha visão: criando família, e sendo responsável pelo sustento junto com meu esposo, tendo financiado uma casa pelo antigo BNH, pagando prestações mensais por 17 anos; pagando estudos para filhos e meus estudos e do meu esposo; pois eu, como professora, se quisesse progredir na carreira, tinha que me aperfeiçoar, estudar mais; e tudo com faculdade paga, pois não existia, naquele tempo, o que os Constituintes estabeleceram em 1988, a nosso pedido, o estudo superior de forma gratuita; pelo menos não no interior, só em grandes cidades ou capitais.
E fui mudando minha visão de mundo,  observando a realidade, a forma como a política acontecia no Brasil, fui lendo - por exemplo, "Brasil, nunca mais"; "1968, o ano que não terminou"; "As veias abertas da América Latina", entre muitos, muitos, muitos, muitos outros. E continuo lendo, como podem observar em meus outros posts.
Então, eu sou uma pessoa descrente dos políticos; aqui no Brasil, após a ditadura, quando aprovada a constituição Federal em 1988, foi concedida a liberdade total na formação de partidos políticos, pois, durante a ditadura, só havia o partido do governo e uma oposição enjambrada. Aos gritos, se pedia liberdade, tanto de expressão - havia mordaça nos jornais -, de reunião, e de criação de partidos políticos.
Hoje, vejo com olhos arregalados, os mesmos que pediam a liberdade na criação de partidos políticos, dizendo que tem partido demais no Brasil. Isto é uma incoerência! Estão renegando aquilo que pediram?
Na época da ditadura, havia o clamor pela liberdade de expressão, pela democracia,....hoje, vejo os que estão no poder - os mesmos que pediam - reclamar da imprensa, que há muita liberdade...façam meu favor!
Sabemos que a imprensa constrói e destrói, tanto no campo da política ou de qualquer outro; que aquilo que é publicado, tanto em jornais como em revistas, tem a visão do dono, que geralmente é do lado de quem está no poder - ou na oposição - e que vai publicar só o que achar conveniente para seus negócios.
Este ano tivemos vários candidatos a Presidente da República.  Analisando os nomes dos diversos partidos, creio que só um ou dois não tinha o "S" de socialista ou social no nome; a maioria dos partidos, no Brasil são do que se convencionou chamar de "esquerda".  Como? O PSDB de Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso, é um partido de esquerda...é? E o PT, da Dilma e do Lula, também. Como assim, situação e oposição são de esquerda? E quem é de direita? Não que tenha que ter, obrigatoriamente, esta dicotomia, mas...
Aécio Neves está, através de sua família, no poder desde Getúlio Vargas, sobre quem falei no post anterior, pois seu avô foi Ministro do homem.
Dilma está no poder, através de seu antecessor, desde que Lula foi eleito.
O PSDB, de Fernando Henrique, enfrentou muitas dificuldades no seu período governamental, mas teve um grande feito que ninguém pode negar: amarrou a inflação que nos esmagava diariamente.
Quando FHC entrou no poder eu era milionária; sim, fui milionária, pois a inflação era tão alta, que um litro de leite ou 1 kg de carne, custava milhões; as contas de luz que eu somava no banco que trabalhava, era de milhões cada uma.  O dia que a gente recebia o salário, saia correndo pro supermercado, e fazia estoque de comida, pois no dia seguinte já não compraria a mesma quantidade. Era o tempo do over night, o dinheiro que flutuava à noite.  Quem viveu neste tempo, e era o responsável pelo pagamento das contas, há de lembrar disto.  SE FHC não fez mais nada de bom - e ninguém é 100% bom ou mau - a melhor coisa que o seu governo fez foi amordaçar a maldita inflação.  Só por isto, já teriam o meu voto, embora quando ele foi eleito, eu tenha votado em seu opositor, pois não queria "a elite no poder".
Depois eu tirei o FHC de lá e pus o homem, que conseguiu reeleger-se e colocou sua sucessora; mas só votei nele uma vez, pois a entrevista que deu a Marília Gabriela, na época da campanha, me convenceu que ele era do povo, entendia o povo, e ia cuidar do povo. Ledo engano. Político é político.
Por isto não votei na Dilma, e não vou votar, não por achar que o outro é melhor. Não é.
Mas por concordar com Aristóteles, acima citado, e pelos mesmos motivos, bem como Eça de Queirós.
A alternância de poder é salutar em uma democracia.  O resto, é conversa fiada, e é alucinação de quem enxerga em seu preferido, ou seu líder, um deus poderoso e eterno, que só faz coisas boas.  Também faz, mas não só.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014 NO BRASIL

A campanha eleitoral está fervendo no Brasil.
Por determinação constitucional, este ano teremos eleições para Presidente da República, Senador, Deputado Federal, Governador dos Estados e Deputado Estadual.
Acompanho um pouco os comentários sobre os candidatos postados em redes sociais. Também venho tentando entender as propostas dos mesmos através dos programas divulgados por eles.
Pelos comentários e conversas com amigos, brasileiros e brasileiras como eu, algumas pessoas com nível de instrução superior, outras de nível secundário ou primário, todos mencionam alguma coisa sobre propaganda política, ser atuantes ou simpatizantes de partidos políticos.  Mas ninguém discute programas e propostas, assim como a propaganda eleitoral e os debates limitam-se a brigas e acusações entre candidatos.
Quando formei-me professora, assumi o compromisso pela vida afora, de levar ao maior número de pessoas a informação, a cultura e o debate.
Com esta intenção, para quem não teve tempo ou nem quis perder tempo em procurar, ofereço os links dos três candidatos com maior chance de chegar ao segundo turno, para se efetuar a análise dos programas de governo e ficar com a certeza, domingo, dia 5 de outubro de 2014, que votamos no que tem a melhor proposta para o Brasil.
Espero ter contribuído para que o meu país fique melhor nos próximos quatro anos.

Programa do Aécio Neves: http://divulgacand2014.tse.jus.br/divulga-cand-2014/proposta/eleicao/2014/idEleicao/143/UE/BR/candidato/280000000085/idarquivo/229?x=1404680555000280000000085

Programa da Marina Silva: http://marinasilva.org.br/programa/#!/

Programa da Dilma Roussef: https://programadegoverno.dilma.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Programa-de-Governo-Dilma-2014-RGB1.pdf