Mostrando postagens com marcador feira do livro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feira do livro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

FEIRA DO LIVRO DE SANTA MARIA - LANÇAMENTO DE "A VIDA É ASSIM" NO RIO GRANDE DO SUL

 

Pode ser uma imagem de texto

CONVIDAMOS VOCÊ PARA AS SESSÕES DE
AUTÓGRAFOS DOS ESCRITORES ALPAS 21 E EDITORA GAYA NA FEIRA DO LIVRO DE
SANTA MARIA. Local: Praça Saldanha Marinho - Santa Maria /RS
DIA 30 DE AGOSTO DE 2024:
16h LIVRO SOLIDÁRIO: O PRIMEIRO
ARCO-ÍRIS
ORG. JOSÉ HILTON ROSA, REJANE BONADIMANN
MINUZZI E ROZELIA SCHEIFLER RASIA
16H – LORENÍ DALLA CORTE – A VIDA É ASSIM, ED. ALMEDINA.
DIA 31 DE AGOSTO DE 2024:
14h COLETÂNEA INTERNACIONAL
DIMENSÕES ORG. ROZELIA SCHEIFLER RASIA
HOMENAGEADO SILVIO PARISE
31 DE AGOSTO — SÁBADO
15h COLETÂNEA MEMÓRIAS AFETIVAS
ORG. ROZELIA SCHEIFLER RASIA .
ENTRE OUTROS CO-AUTORES, LORENÍ DALLA CORTE.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

FANTASIA & REALIDADE


O Círculo de Escritores de Ijuí Letra Fora da Gaveta, do qual faço parte,  lança dia 8 de novembro de 2019, sexta-feira, a sua nova Antologia.
Contamos com a presença de todas as pessoas interessadas.
Quem não puder estar presente no lançamento, poderá adquirir os livros durante a Feira do Livro de Ijuí, de 6 a 10 de novembro de 2019.
Ou entrar em contato comigo.

O s textos estão ótimos, caprichados, uma excelente apresentação.  Irá cativá-los, com certeza.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Portal da Inspiração

Em 10 de novembro deste ano, estaremos lançando o novo livro do Círculo de Escritores de Ijuí Letra fora da gaveta: PORTAL DA INSPIRAÇÃO.
Eis a imagem da obra, saindo do prelo:





domingo, 29 de outubro de 2017

DIA NACIONAL DO LIVRO



Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro - Brasil



 (Imagem:http://www1.folha.uol.com.br/turismo/956875-biblioteca-nacional-do-rio-de-janeiro-tem-recorde-de-publico-em-2011.shtml

Hoje, no Brasil, comemoramos o dia Nacional do Livro. 
Em vários lugares iniciam-se as Feiras do Livro, onde podemos comprar livros, olhar, folhear, sentir seu cheiro e, às vezes, conversar com seus autores.
Em Ijuí, começará no dia 16 de novembro, indo até o dia 19.  
Passei a fazer parte, a partir de setembro, do Círculo de Escritores de Ijuí Letra Fora da Gaveta.
É uma entidade que agrega as pessoas que têm o dom de escrever, seja no estilo que for, e tem a intenção de instigar a cultura e, principalmente, a leitura na comunidade e na região.
Publicaremos uma antologia com escritores e convidados, cada um no seu estilo: poesia, crônica, conto, memórias, história e afins.
Esperamos que a comunidade local e regional se faça presente.

A par disso, e para comemorar à altura o dia do livro, comento abaixo minhas últimas leituras:


Há muito  aguardava em minha estante As flores do mal de Charles Baudelaire.
Confesso que, inicialmente fiquei um pouco chocada com os versos em que ele invoca a morte, satã e outros entes do mal.  Mas não fiquei tão escandalizada como a comunidade francesa do século XIX com esse poeta simbolista que deu origem aos "poetas malditos".  Alguns dos versos do livro foram julgados imorais, e despertaram polêmica e hostilidades na imprensa.  Baudelaire e seu editor foram processados e tiveram que pagar multa, além de fazer nova edição excluindo os versos malditos.

Esta publicação a que tenho acesso contém todos os versos, inclusive os proibidos.  Ele critica muito a religião, Deus e muitos hábitos e costumes da sociedade da época.  Não gostei de todos, mas de alguns, sim. 

A maioria dos poemas contém rimas, às vezes interna e às vezes externa.  Mas, inegavelmente, é um poeta de categoria.
Destaco alguns poemas que gostei:

"CIV - A alma do vinho 

A alma do vinho, à noite, cantava em garrafas:
"Homem, a ti eu mando, amigo na orfandade,
Desta prisão de vidro e cera em que me abafas,
Um cântico de luz e de fraternidade.

Eu sei quanto é preciso, na colina em chama,
De pena, de suor e de sol abrasado,
Para gerar-me a vida e para dar-me a alma;
Mas não serei ingrato, tampouco malvado,

Pois sinto, ao penetrar, uma alegria pura,
Na garganta de um homem das lidas cansado,
E esse seu peito quente é doce sepultura
Onde fico melhor que em porão resfriado.

Ouves repercutir, aos domingos, baladas
E a esperança a cantar em meu seio dolente?
Cotovelos na mesa, mangas enroladas,
Tu vais glorificar-me e ficarás contente;

Farei brilhar o olhar de tua mulher querida;
A teu filho darei a sua força e cores
E serei pra esse frágil atleta da vida
O óleo que refaz membros de lutadores.

Em ti eu cairei, vegetal ambrosia,
Grão precioso dom do eterno Semeador
Pra que do nosso amor nasça a poesia
Que a Deus se lançará como uma rara flor!" 

Outro:

"XVII - A voz

Meu berço se encostava na biblioteca,
Onde romance, ciência, contos, sombria Babel,
Tudo, cinza latina com poeira grega,
Se mesclava.  Eu tinha a altura de um papel.
Duas vozes me falavam. Uma, firme e traidora,
Dizia: "A terra é um bolo cheio de doçura;
Eu posso (e tua delícia seria de durar!)
Dar-te um apetite com a mesma estatura".
E a outra: "Vem! Oh! vem! Nos sonhos viajar;
Para além do possível, e do conhecido!"
E aquela outra qual vento pela praia ouvido,
Um fantasma a vagir, em lugar não sabido,
Que acaricia o ouvido e que entanto intimida.
E eu te respondi: "Sim! doce voz! É de então
Que data o que chamar se pode de ferida
E minha triste sina.  Por trás da ilusão
Da existência imensa, no negro abismada,
Vejo distintamente mundos singulares,
E, da clarividência vítima extasiada,
Cobras arrasto que mordem meus calcanhares
E é também desde então que, assim como os profetas,
Amo com tal ternura desertos e mares;
Que rio nos velórios e que choro nas festas,
E encontro um sabor doce no mau vinho que tomo;
Que muitas vezes fatos às mentiras somo,
E que, de olhos no céu, caio em buracos ocos.
Mas a voz me consola e diz: "Guarda os teus sonhos;
Os sábios não os têm tão belos como os loucos!"

Baudelaire, Charles, 1821-1867. As flores do mal; trad. Mário Laranjeira.-SP:Martin Claret, 2011.- (Coleção a obra-prima de cada autor.)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Primavera, feira do livro, leituras, vida que vai






Flores plantadas por meu pai; esta é uma das mais doces
lembranças dele.

A primavera chegou trazendo-nos seu imperdível e inolvidável perfume.  Sensações de bem-estar, alegria, contentamento acompanham esta estação. As chuvas vêm junto, e, para os estados do Brasil que enfrentam uma das maiores secas da história, ela é benéfica.  E para todos nós, embora eu não goste de dias nublados, chuvosos e neblinosos.
Aqui na minha cidade, em novembro tem a feira do livro, como já comentei ano passado.  é uma feirinha pequena; mas pudemos fazer a cesta.  Minha filha e eu fomos no sábado à tarde em busca de alegria para nossos olhos e mentes.
Já providenciei os livrinhos que são complemento dos presentes de Natal dos meus netinhos.  Eles aguardam com ansiedade.  Meu neto mais velho puxou à avó: adora ler.  E está muito feliz pois está aprendendo a letra cursiva, na escola.  E adora escrever... puxou, mais uma vez, à avó. 
 Mesmo sem leitores que se manifestem - incrível que vejo pessoas do mundo inteiro que lêem meu blog-, mas nenhum deixa uma mensagem pra mim.
Ei, você aí que me lê, posso dizer oi, e perguntar se gosta do que escrevo e por que me lê?
Curioso: tenho leitores nos EUA, na Alemanha, França, China, Paraguai, Argentina, Portugal e outros países, mas eles nunca me dizem se gostam do que lêem e por que razão o fazem.  São brasileiros fora do Brasil?  Me diga- oi!


LEITURAS QUE ME AGUARDAM

Voltando às minhas leitura, ao par da vida que segue, como diz um jornalista brasileiro, li os seguintes livros:
Um cartão de Paris, crônicas de Rubem Braga, publicado em 1997. Aqui Rubem manteve sua característica de um dos melhores cronistas brasileiros de sua época, escrevendo e descrevendo o Brasil.
E o romance, que achei meio catatônico, não entendi muito bem, Os cadernos de Malte Laurids Brigge, de Rainer Maria Rilke.
Sobre este, considerei uma linguagem muito legal, uma prosa gostosa, grandes achados poéticos, pensamentos que achei 'estalos', a personagem central me pareceu fora do eixo, mas alguns trechos que gostei, citarei:
Sobre o medo: "Isso acontecia porque eu ainda não sabia ter medo".
Vida: " O tempo passou e nos acostumamos a coisas menores."
Um preciosista estava morrendo, e uma enfermeira falou uma palavra errada:
"Então Arvers adiou a morte. Pareceu-lhe necessário esclarecer isso primeiro.  Ele ficou inteiramente lúcido e lhe explicou que se dizia "corredor".  Então morreu.  Era um poeta e detestava a imprecisão; ou talvez lhe importasse somente a verdade; ou lhe incomodava levar como última impressão o fato de o mundo seguir adiante com tanto desleixo."
Leituras: "De algum modo, pressenti naquela época o que mais tarde senti tantas vezes: que não temos o direito de abrir um livro se não nos comprometemos a ler todos. A cada linha tirávamos um pecado do mundo."
Vida: "Deve ter sido numa dessas manhãs, tais como as há em julho; horas novas, descansadas, em que por toda parte acontece alguma coisa alegre e irrefletida.  De milhões de pequenos movimentos irreprimíveis forma-se um mosaico da mais convincente existência; as coisas se agitam, passando umas por dentro das outras e lançando-se na atmosfera, e o seu frescor torna as sombras claras e dá ao sol um brilho leve e espiritual.  Não há no jardim uma coisa principal; tudo está em toda parte e teríamos de estar em tudo para não perder nada."
"A própria vida, porém, é difícil por sua simplicidade.  Ela possui apenas algumas coisas de um tamanho que não é adequado para nós."
"E o mundo é organizado de tal forma que há pessoas que passam a sua vida inteira durante a pausa em que ele, mais silencioso do que tudo que se move, avança como um ponteiro, como a sombra de um ponteiro, como o tempo."
Mulheres, amor: "As mulheres que são amadas vivem mal e em perigo.  Ah, se superassem a si mesmas e se tornassem mulheres que amam!  Em volta das mulheres que amam há apenas certezas."


Vale a pena a leitura!

domingo, 11 de novembro de 2012

Feira do livro e novas leituras.


 































Após marchas e contramarchas na minha vida este ano, consegui ir à praça central de minha cidade (que fica a duas quadras do meu apê), levar minha filha à Feira do Livro, e levar-me também.  Parece-me que Ijuí agora tem algumas livrarias; em meu afã diário não tive tempo de procurar, ou não quis, o que dá no mesmo.  Ainda tenho alguns livros emprestados pra ler, minha Coleção do Pensamento com 60 volumes, mais 4 de sua História do Pensamento me aguardam, fora outras coleções, que só olho como pesquisa.  Teoricamente, tenho livros para um bom tempo.
Mas minha filha queria ir à feira, a Professora de Português mandou, ela estava curiosa por achar uns títulos e eu para ver novidades.
Fomos ontem pela manhã, num sol já escaldante primaveril,  às 10:00h; claro que não se compara as barraquinhas daqui com a Feira do Livro de Porto Alegre, por exemplo, que também está ocorrendo este mês; lá é uma das maiores do Brasil; aqui é proporcional ao tamanho da cidade.
Mas tinha algumas novidades, alguns livros mencionados nas listas de mais vendidos e mais lidos, sebos, literatura religiosa de vários lados, teve a presença do Iotti, durante a semana  com seu impagável Radicci, que todos amamos; não pudemos ir, infelizmente.  Mas minha filha conseguiu o autógrafo de um jornalista daqui que escreveu um livro sobre nossa história e tinha ido fazer palestra em sua sala de aula. Já foi uma vitória e seu primeiro autógrafo!
Comprei 5 livros, que comprar livros não é todo dia; saí feliz, quase saltitando; minha filha também encontrou o que procurava.  Fizemos nosso investimento em cultura, com corações leves.
De ontem pra hoje já li o primeiro, o qual vou comentar abaixo; dei uma olhada no livro de história da minha filha e comecei um livro sobre a história da guerra dos farrapos, aqui no RS; tá rendendo.
Acompanhem-me, se quiserem; já que vocês me lêem, aguentem...
O primeiro livro que li é de Martha Medeiros, cronista e escritora gaúcha um pouco mais nova que eu; já havia lido algumas crônicas suas na Zero Hora , e tinha lido alguns comentários sobre seus livros.  Paralelamente à Lya Luft, uma das minhas escritoras preferidas, as crônicas de Martha são por demais leves, como li em um comentário,  parece estar sentada ao meu lado num bate-papo informal.  "Feliz por nada" parece uma conversa, parece que ela veio tomar o chá da tarde comigo e me contou umas histórias. Simples assim, divertido assim, sem grandes fórmulas, assim.  É um  livro que se lê numa sentada, não exige esforço, linguagem acessível, não simplista; assuntos do cotidiano, como cabe em uma crônica.  Confesso que esperava um pouco mais, mas quem manda ser muito exigente...talvez lendo outros de seus livros a conheça melhor.
Mas valeu o investimento.  Após ler Umberto Eco, precisava descansar minha cabeça com um texto leve.
Quem não gosta de texto-cabeça, mas de leituras digestivas, que nos ajudem a esquecer as contas a pagar por algumas horas, e dar umas boas risadas, indico, e, como aparece com frequência no 'facebook', 'ficadica'.
Nos próximos posts comentarei os outros livros que adquiri, e o livro de história da minha filha.