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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Às crianças, e aos mestres, com carinho.








Para nós, professores da ativa e inativos, mas que já tiveram muita atividade!
 Imagem: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTPMv8ab-H4i2bxCMMUX4XAS8PjsfWUsvzV7viNrfFU16brjwnj 








O MESTRE E AS CRIANÇAS

         Coube-me, certo dia, falar em um local para várias pessoas, em uma instituição religiosa.  Como sempre me escapo das atividades das senhoras, pois não sou de pintar e bordar, muito menos de crochetar ou tricotar, digo: só sei falar, ler e escrever, isto faço bem, e cada um com seus dons. Então me intimaram a mostrar meus dons.  Vamos ver se me desincumbi à altura do esperado ou se sou uma mentira!
         Portanto, hoje falo das crianças, pois seu dia foi dia 12, e dos professoras, que seu dia foi ontem, 15.
         Não se separam professores e crianças/adolescentes/jovens.
         Comecemos pelos professores ou mestres.
         Se formos ao dicionário ver o que significa Mestre, diz-nos o Aurelião: “Homem/mulher que ensina; professor ou professora; a pessoa que é perita numa arte ou ciência; quem é superior; grande, extraordinário; que é mais importante; que serve de BASE ou de GUIA.
         Então, ser professor, é tentar ser maior – não mais orgulhoso – que os demais; mas maior no conhecimento; é alguém estudar, especializar-se em uma arte ou ciência, depois ensinar.  É servir de base, é servir de guia.  Para quem? Para quem precisar: crianças, adolescentes, jovens, e por que não adultos? Há muitos adultos que precisam de alguma orientação; há muitos que não tiveram oportunidade de educar-se quando crianças ou jovens, e que podem fazê-lo agora.
         Nós, cristãos, tivemos o mestre dos Mestres, como Jesus é considerado: é o guia dos cristãos, a base do cristianismo, a nossa viga-mestra.  É quem nos orienta, nos guia; por isto, também, a figura de Jesus ser a da luz para os caminhos: se caminharmos em um lugar escuro e surgir uma lâmpada, uma lanterna ou uma vela, todos por ela se guiarão.  A luz é o conhecimento, a sabedoria, a fé, o poder que vem de Deus.
         Nós, professores – embora aposentada, sempre serei professora – se quisermos ser Mestres verdadeiros, devemos seguir o exemplo do nosso Mestre: deixar que venham as crianças até nós para que possamos auxiliá-las em seu desenvolvimento físico, psíquico, intelectual, espiritual e moral.  Devemos ter a sabedoria que vem do Pai, a sua paciência, o seu amor; manter uma característica que vem das crianças, que é a curiosidade, para nos atualizarmos sempre, e ajudar a manter a curiosidade das crianças sempre acesa, pois é esta que move o mundo.  Sem curiosidade não haveria ciência, cultura, lazer, nenhuma atividade seria feita, e estaríamos ainda na idade da pedra.
         Podemos fazer uma interpretação diferente das palavras de Mateus: as crianças de que ele fala, não são só literalmente crianças; se nós, adultos, mantivermos a alma como a das crianças – na medida do possível, pura, sem malícias, sem preconceitos, na simplicidade, aceitando o que vem do Pai, pedindo perdão de coração aberto, e nos arrependendo de verdade, sendo humildes ou com corações puros, continuaremos sendo as crianças que podem vir ao Pai e Ele nos receberá de braços abertos em seu reino.
Numa sociedade como a nossa, é muito difícil conseguirmos ser esta criança, bem como ser próximos do que é ou foi o Mestre Jesus. Já naquele tempo não eram todos que aceitavam as idéias, a sabedoria, a forma de atuar do grande Mestre.
         Para os que atuam hoje no magistério é mais difícil ainda.  Embora a situação seja diversa, ensinar hoje é muito complicado.
         Escutei esta semana no noticiário da TV uma reportagem na qual informam que estão sobrando vagas nos diversos cursos de licenciaturas, que são os cursos que autorizam as pessoas a lecionar.  Ninguém mais quer fazer cursos que resultem em magistério; ninguém mais quer ser professor ou professora.  Muitas faculdades já fecharam seus cursos.
         Se a sociedade – QUE SOMOS NÓS- não se mobilizar, não vai demorar muito tempo e nossos filhos e netos não terão mais seus mestres.  A profissão foi literalmente abandonada pelos responsáveis diretos – pela nossa Constituição Federal: Prefeitos, Governadores e Presidenta da República, participantes dos 3 níveis do Poder Executivo – que ninguém mais, das novas gerações, se interessa em ser professor ou professora.  Alguns poucos sonhadores devotos, que têm muito alto o dom do magistério, ainda fazem os cursos, seja o secundário normal ou os superiores.  A maioria dos estudantes, ao fazer vestibular, escolhe outras profissões mais rentáveis e mais respeitadas.
         No tempo de Jesus o ensinar era gratuito; hoje é remunerado, mas muito mal, quase não sendo suficiente  para a pessoa sobreviver e dar boas condições de vida à família, numa sociedade em que não é a pessoa que produz que vai consumir os produtos e tudo tem que ser comprado e pago.
         Para podermos continuar mantendo estas duas classes unidas – dos professores/mestres e das crianças -  a sociedade, que SOMOS TODOS NÓS, deve fazer um barulhão EXIGINDO dos que são eleitos pelos nossos votos a boa qualificação dos Mestres, sua boa e suficiente remuneração, as condições necessárias a um bom trabalho (prédios, escolas, bibliotecas, quadras para educação física, etc) , e daí, sim, cobrar resultados visíveis do trabalho dos mestres.  Com estas condições, todos os mestres serão verdadeiros guias e bases para uma sociedade justa e igualitária.
         Se continuarmos cada um na sua vidinha, achando que quem tem que fazer algo são os outros, vai chegar um momento, e ele não está longe, em que não haverá mais mestres; e as crianças terão que curtir sua infância na ignorância, ou seus pais/responsáveis terão que providenciar, eles mesmos, a instrução de seus filhos.  Nas escolas pública já ouvimos, há anos, que faltam professores desta ou daquela disciplina. A continuar assim, faltarão mestres em todas.
         Para encerrar, um dos provérbios que casa bem nosso tema de hoje que são as crianças e os mestres, mas que também serve para os pais, ao dar-lhes a educação familiar:
Provérbios, 22:6: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.
 
 Imagem: https://www.google.com.br/search?q=crian%C3%A7as&hl=pt-BR&client=firefox-a&hs=R0X&rls=org.mozilla:pt-BR

domingo, 26 de agosto de 2012

Educação - uma resposta à "O rombo da educação é o cabide de empregos de 46 bilhões de reais"

greve na educação

 

   Agora estou aposentada, nem faço mais parte das estatísticas.  Mas, uma vez professora, sempre professora.
        Este ano, como em anos anteriores, tivemos problemas com greves em escolas, de todos os níveis, em escala municipal, federal e estadual.  Os problemas da educação no Brasil são eternos e insolúveis, pelo que constato há 35 anos.
         Encontrei em meus arquivos um texto que eu tinha escrito sobre um comentário de um senhor, há mais de um ano, que escreveu em uma revista semanal brasileira, e fez meu sangue ferver  e tentar responder; mas eu estava me sentindo tão agredida na minha profissão, que acabei perdendo uma parte do texto.  Fiz, inclusive, algumas pesquisas, fugindo ao meu estilo de escrita.  Se este texto terá alguma repercussão, não sei; é quase o mesmo que comentar um assunto do jornal velho, que anda voando pelas ruas; entretanto, o assunto é sempre atual, visto que as autoridades competetentes só se lembram dos professores, dos alunos e das escolas, em ano de eleição, como este ano.  Ao texto, então:

     Semana passada, na Revista Veja, páginas 116 e 117, Gustavo Iochpe, economista que se diz conhecedor profundo da educação brasileira, desceu a lenha nos professores brasileiros; não só nos professores, mas também nos funcionários de escolas e, por tabela, nas direções, coordenações pedagógicas, coordenações de turnos, de professores e tudo o mais. Disse que são mais de 5 milhões de funcionários na área de educação no Brasil, pouco mais de 4 milhões na rede pública.  Que gasta-se demais na educação; que o salário mensal do professor na rede pública é de R$ 2.262,00. Ainda mandou ter "cuidado com os discursos do pessoal que fala do "salário de fome"".
     Não disponho de todos os dados que sua excelência dispõe, mas alguma coisa consegui pesquisando na internet:
- média nacional da remuneração dos professores R$ 1.777,86  -salário em início de carreira; ensino básico; rede pública\set.2009.  R$ 23,112,18\anual cada professor, já com 13º  salário. (fonte:http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf). 
     Qualquer pessoa com conhecimento mediano, sabe que um salário destes dá condições mínimas de vida para uma família de 4 pessoas, o que sempre vejo nas estatísticas.  
     Há alguns anos, li nesta mesma revista,   reportagens de como os tigres asiáticos, Estados Unidos e outros países tornaram atrativa a profissão de professor:  remunerando bem estes profissionais, para angariar os melhores cérebros, que só viriam para este trabalho se  fosse compatível à das maiores empresas multinacionais, pois ninguém, de acordo com este pensamento, em sã consciência,  que tenha alta qualificação, conhecimento científico e ambição, vai para o magistério para ganhar salário de fome.  Por tabela, este pensamento coloca todos os professores num nível de interesse profissional, inteligência e anseio vivencial abaixo da média.
     Não sou estatístico, nem economista, detesto fazer cálculos; minha praia são as letras; então, vocês, curiosos blogtores, façam as contas se vale a pena ganhar o salário MÉDIO NACIONAL (seria até interessante acessar o link acima que faz um comparativo do salário do professor em todos os estados brasileiros), para trabalhar com:

alunos no 1º grau.......51,5 milhões (censo escolar 2010 - www.brasil.gov.br)
alunos no ensino médio: 8.357.675 alunos
alunos no 3º grau.......5,95 milhões
em 2010 os investimentos em educação foram de 5% do PIB;
Professores............1,97 milhão de professores em sala de aula (censo escolar 2009).
Dá pra encarar?
     Fala o autor do famigerado texto, que os professores têm padrinhos e são utilizados como instrumento político pelos mesmos.  Onde? Quando? Se para ter acesso, pelo menos nas escolas estaduais ou municipais, é necessário concurso público?  São acusações levianas. Fala em cabide de emprego - onde?  A impressão que tenho é que este senhor nunca esteve dentro de uma sala de aula, nunca acompanhou o cotidiano de uma escola; não sabe como se organiza um ano letivo, como se preparam as aulas, como se faz a distribuição de alunos por série\turno\idade\nível de conhecimento; não entende de reuniões pedagógicas, nem de currículo escolar, nem trabalho da secretaria, merenda escolar, biblioteca, educação física, reunião com pais e com a comunidade, manutenção do espaço físico, entre outras demandas.  Também, economistas só entendem de números...
     Compara aquele autor dados do Brasil com o de países desenvolvidos; qualquer pessoa de médio conhecimento sabe que, onde há excelência, não há desperdício;  se temos tantos funcionários por escola que não são professores, ou estão aposentados - o que também gera um gasto para os estados-, é por que as administrações estaduais, municipais ou federais não estão sabendo administrar.  Quem sabe, para reduzir os gastos com a educação, não se mate todos os professores e funcionários aposentados?  Não seria uma boa idéia?  Afinal, já não estão mais 'produzindo', e inflam as folhas de pagamentos dos órgãos públicos... Até fico com medo de dizer isto, pois temo que mandem me assassinar.
     Há alguns anos li que no Japão a única pessoa para quem o Imperador faz reverência é para o professor.  Também soube que D.Pedro II teria dito o seguinte: "Se eu não fosse Imperador, desejaria ser professor.  Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências juvenis e preparar os homens do futuro."
     Para encerrar,  só uma idéia de quanto se gasta com os nossos ilustres parlamentares, que não dão aulas, não trabalham como merendeiros ou em secretarias de escolas, mas custam ao nosso bolso bem mais do que os poucos milhões de professores\funcionários de escolas, e roubam dinheiro que deveria ser investido na educação, na saúde, na segurança, e em outros destinos:

- Temos 513 deputados (wikipédia)- custo médio anual: por parlamentar - R$10.200.000,00
(fonte org transparência brasil);
cada parlamentar, R$ 11.545,00\minuto.
- Temos 81 senadores -  R$ 33 milhões\ano.
     FORA O QUE PEGAM POR FORA, EM PROPINAS, DESVIOS DE VERBAS, CORRUPÇÃO....
     Nada mais a declarar, por agora.













domingo, 16 de outubro de 2011

DIA DOS PROFESSORES - AGRADECIMENTO ESPECIAL

     


(Imagem:     http://www.google.com/imgres?q=a+pata+nada+cartilha+sodr%C3%A9&hl=pt-BR&biw=1360&bih=611&tbm=isch&tbnid=7lNCOSk7EPuUqM:&imgrefurl=http://luizacaires.blogspot.com/2009_01_01_)

     Meu primeiro contato com uma professora foi aos 7 anos, 1º ano do então primário, Professora Dulce Penno, no Ruyzinho. Ela era uma excelente alfabetizadora, pois em maio do ano em que comecei estudar eu já lia fluentemente.  Não consigo entender como, hoje em dia, as crianças são aprovadas sem saber ler, nem como elas não aprendem.  O livro que utilizávamos, recordo ainda, dele repetíamos "A pata nada", e as demais lições, ficando triste quando terminou a "Cartilha Sodré", se não me engano este era o nome do nosso livro de alfabetização, o qual creio que deve ter caído em desuso há muito tempo.
     Professora Dulce era uma pessoa animada; baixinha, rechonchudinha, nem por isso deixava de pular e dançar conosco no inverno, para aquecermos as mãos e o corpo, antes da aula.  Tratava a todos com muito carinho, era eficiente em sua função, e fiquei muito triste, nem queria ir mais à aula, quando, no segundo ano, me disseram que era outra professora...depois, acostumei com as trocas. 
     Durante os muitos anos em que mantive contato com a escola formal, tive muitos professores. Dos mais competentes e inteligentes, dedicados, esforçados, interessados na função de ensinar, aos mais relapsos, descuidados e ignorantes.  Mas os primeiros sempre predominaram, o que os deixa em destaque e sobrepõe aos incompetentes, pois sempre os há, em qualquer profissão.
     Recordo da Escola da Penha, as Professoras Santa Nehring, de quem fui colega posteriormente, quando eu lecionava e ela era a Delegada de Educação; e Marília Brum Meirelles, entre outras.
     Do tempo do Ginásio, no CEAP, tenho as lembranças mais vivas, pois que na adolescência, período que marca sobremaneira nossas vidas.  Professor Ingo Voese, que nos deu aula de Português durante os 4 anos , e tinha uma facilidade de nos ensinar gramática e literatura, e nos incentivava muito a escrever; foi neste período que comecei a escrever contos e poemas, os quais nunca tive coragem de lhe mostrar, pois tinha vergonha.
     Professor Ary Bartholdi, de matemática, que dava estas aulas com muito bom humor, o que deixava a matéria leve; nunca achei matemática difícil por causa dele, tinha muita facilidade de nos transmitir os conceitos.
     Professor Armindo Porcher, que lecionava História, Geografia, OSPB e Moral e Cívica - afinal, era época da ditadura, e estas duas últimas eram obrigatórias.  Como ele tinha um tique nervoso, e chacoalhava às vezes a cabeça, todo mundo achava engraçado.  Eu não ia bem nestas matérias, pois sempre tive dificuldades para me achar no mundo - geografia - e no tempo - história -; porém alguma coisa do que ele falou ficou impregnado na minha cabeça, sobre História Antiga, pois quando estive no velho mundo, recordei de suas aulas ao visitar Roma, Londres, Paris e outros locais históricos.  Ele conseguiu ser mais competente do que minhas possibilidades pessoais.
     Professor Elard Dahlke, que lecionou Ciências no Ginásio, e Contabilidade Empresarial, no Curso Técnico.  Era muito competente,  divertido, brincalhão, e escreveu um livro sobre as Cabanas da Fonte Ijuí.
     Das aulas de Alemão e Desenho (único exame que peguei na segunda série...nunca consegui segurar uma régua, ela sempre se mexia...), lembro do professor ... Era pequenininho, magrinho, e tinha um sotaque alemão muito forte.  Veja só, ia bem em alemão e mal em desenho... também, retas, segmentos de retas, mediatriz, e tudo o mais...mas consegui escapar da segunda época.
     Do inglês, a professora Dady, que morou uns anos nos EUA, e nos trazia as letras das músicas dos Beatles para cantarmos nas aulas, que eram maravilhosas; o pouco de inglês que aprendi, foi em suas alegres e divertidas aulas.
     Mas o que eu amava muito, eram as aulas de Ginástica rítmica, com a professora Terezinha; eu adorava, me sentia a própria bailarina; mais o vôlei, basquete e outros esportes.
     Do tempo do Curso Técnico, lembro do professor Olívio Hermes; li vários livros, em suas aulas; enquanto ele falava, falava, lá na frente, eu estava sempre com um romance embaixo da classe...um dia ele veio me perguntar o que tanto eu lia...foi difícil explicar por que não prestava atenção...
     No Curso de Letras se destacaram o Doutor Deonísio da Silva, que além de excelente professor de Literatura, é escritor de renome.  Frei Matias, grande filósofo e autor de muitos livros de filosofia e educação; Maria Beatriz Behr, magnífica mestra de Literatura Gaúcha, que nos emprestava seus livros para que pudéssemos ler o que era necessário, pois, como já falei em outro post, havia uma grande dificuldade de encontrá-los na biblioteca ou em livrarias.  Ela dava aula com paixão, tinha um profundo conhecimento da matéria e nos passava muito entusiasmo.
     E assim, muitos outros mestres me incentivaram, foram meus modelos, repassaram seus conhecimentos e mantiveram acesa a chama da minha curiosidade, que é infinita, e me mantém aberta à leitura e aos estudos até hoje.  Aqueles que não mencionei, nem por issto deixaram de ser importantes.
     Essenciais na minha aquisição de conhecimentos no Curso de Direito, a Professora Doutora Marlene Kempfer Bassoli, de Direito Constitucional, que dava aulas magníficas sobre a disciplina, o que nos fez ter um conhecimento profundo sobre o Estado Democrático de Direito, a Constituição Brasileira e os direitos fundamentais do cidadão, entre outros conhecimentos.  Conhecedora profunda da matéria, passou-nos entusiasmo sobre o Direito Constitucional, tanto que meu trabalho de Conclusão de Curso foi baseado em seus ensinos, sobre o "Direito à Educação", já sob orientação da não menos competente Professora Mirelle N. Buzzalaf, que, além da orientação de monografia, também passou-nos, eficientemente, conhecimentos de Direito Processual Civil e Direito Ambiental. 
     Em destaque, igualmente, a Professora Henrienne Brandão, de Direito Penal e Processual Penal; embora sempre estivéssemos em pólos opostos no posicionamento sobre os crimes e a legislação que favorece os criminosos, suas aulas eram, além de interessantes e bem fundamentadas, divertidíssimas; nunca vi uma professora com tão alto astral e bom humor, o que sempre me fez ir bem nestas disciplinas, que não gostava, mas que consegui bem assimilar. E tinha uma memória invejável; nunca veio para a sala de aula com livros ou anotações; tinha o Código Penal, o Código de Processo Penal, doutrina e jurisprudência tudo na cabeça.  É de causar inveja a uma desmemoriada como eu....inveja boa!
     Merecem menção Júnio Mangonaro, Jackson Ariukudo, Luiz Vieira, Tânia Pitsilos e tantos outros que de maneira competentíssima cumpriram seu papel na minha vida de estudante, deixando uma marca indelével.
     Aos que não consegui lembrar o nome, meu pedido de perdão e meu agradecimento penhorado.  Sem vocês, com certeza, minha vida teria sido outra, não teria o conhecimento que tenho, e não teria passado por experiências maravilhosas. Muito obrigada, mestres, de coração.